“…Deus
fez todas as coisas, no início, boas, extraordinariamente boas. A totalidade de
Suas obras foi disposta em perfeita harmonia, beleza e ordem, condizente com a
manifestação de Sua própria glória que Ele intentou nela. E como todas as
coisas têm sua própria existência individual e funcionamento apropriado, a sua
existência é suscetível de um fim, um repouso, ou uma bem-aventurança, conforme
a sua natureza e funcionamento – assim, nas várias relações que Ele tem em Seu
mútuo apoio, assistência e cooperação, Ele visa a um resultado final – Sua
glória eterna. Para desse modo em Sua existência ser o efeito do poder infinito
– de maneira que Seu mútuo respeito e fim esteja disposto em infinita
sabedoria. Nisso está o eterno poder e sabedoria de Deus glorificado nEle;
único em Sua realização, de outra maneira em Sua disposição em Sua ordem e
harmonia. O homem é uma criatura feita por Deus, que por Ele poderia receber a
glória que Ele almejava e por toda a criação inanimada – tanto as da terra, que
era para seu uso, como as de cima, que eram para sua contemplação. Este era o
objetivo de nossa natureza em seu estado original. A fim de que sejamos
novamente restaurados em Cristo: , Tiago 1:18, Salmo 104:24, Salmo 136:5, Rm
1:20. Deus permitiu a entrada do pecado tanto no céu quanto na terra, por meio
do qual toda a ordem e harmonia foram perturbadas. Ainda há características do
poder divino, sabedoria e bondade restando nas obras da criação e são
inseparáveis de sua constituição. Mas a glória primitiva que redundava em Deus
– especialmente como em todas as coisas na terra – provinha da obediência do
homem, que era quem estava sob sujeição. Seu bom estado dependia de sua
subordinação a Deus de um modo natural, como fez Deus um modo de obediência
moral, Gn 1:26-28, Sl 8:6-8. O homem como foi dito, é uma criatura feita por
Deus, e por ele, Deus pode receber a glória que almeja, como também, em toda a
criação inanimada. Este era o objetivo de nossa natureza em seu estado
original. Para o qual somos novamente restaurados em Cristo: Tiago 1:18. Mas a
entrada do pecado lançou toda esta ordem em confusão, e levou todas as coisas
para a queda. Com isto ele foi privado de seu estado original em que era
declarado excelentemente bom e foi lançado fora como algo sem valor – sob a carga
de quem estava sobrecarregado e assim tem sido todos os dias de sua vida: Gn
3:17-18, Rm 8:20-21.”…
(John Owen – Christologia cap.4 – (A pessoa de Cristo: O Fundamento de todo o conselho de Deus).
(John Owen – Christologia cap.4 – (A pessoa de Cristo: O Fundamento de todo o conselho de Deus).
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