Os “filhos de Deus” não eram anjos bons ou maus, como muitos
imaginaram, já que são seres incorpóreos, não podem ser afetados por desejos
carnais, ou casar e ser dado em casamento, ou gerar e ser gerado;
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terça-feira, 24 de outubro de 2017
John Gill (1697-1771)
Fonte: John Gill's Exposition of the Bible;
Genesis 6:2; traduzido por Lucas Gomes
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
DEUS NÃO CAUSA O MAL EM NENHUM SENTIDO
[Por: Martyn Lloyd-Jones]
“…Não obstante, chegamos a algo mais extraordinário e surpreendente: as Escrituras nos ensinam que até mesmo as ações pecaminosas estão nas mãos de Deus. Ouçam Pedro pregando no dia de Pentecoste, em Jerusalém: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” (At 2:23). Em seguida, Pedro o coloca nestes termos: “Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel” – prestem atenção – “para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer” (At 4:27,28). O terrível pecado daqueles homens fora determinado de antemão, pelo conselho de Deus. Temos também um tremendo exemplo disso no livro de Gênesis, aquela famosa declaração de José a seus irmãos. José, rememorando os fatos de sua história, virou para seus irmãos e disse: “Assim não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus…” (Gn. 45:8). Do nosso ponto de vista, foram eles que o fizeram. Eles haviam agido perversamente, haviam feito algo muito ímpio, movidos por motivos mercenários e como resultado de sua própria inveja. “Mas”, disse José, “não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus”. Estas ações pecaminosas emanaram deste grande e eterno decreto de Deus. Ora, sejamos bem explícitos sobre isto. Em vista do que já concordamos sobre a santidade de Deus, devemos uma vez mais dizer o seguinte: Deus não causa o mal em nenhum sentido, em nenhum grau. Deus não aprova o mal. Ele, porém, permite que os agentes perversos o realizem, e então o administra para Seus próprios fins sábios e santos. Ou avaliem-no assim, se o preferirem: o mesmo decreto de Deus que ordena a lei moral, que proíbe e pune o pecado, também permite sua ocorrência. Limita-o, porém, e determina o canal específico ao qual ele será restringido, bem como a finalidade exata para a qual ele será dirigido, e controla suas conseqüências para o bem. A Bíblia nos ensina isso claramente. Ouçam novamente aquele relato sobre José e seus irmãos em Gênesis 50:20. Disse José: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande.” E creio que, em muitos aspectos, o exemplo mais chocante de todos se encontra na traição de Jesus por Judas: uma ação livre e voluntária, e no entanto um componente do grande e eterno propósito e plano de Deus. Assim sendo, isso me conduz à minha terceira proposição geral, ou seja: todos os decretos de Deus são incondicionais e soberanos. Eles não dependem, em nenhum sentido, das ações humanas. Não são determinados por alguma coisa que a pessoa possa ou não fazer. Os decretos de Deus não são nem ainda determinados à luz do que Ele sabe que as pessoas irão fazer. Eles são absolutamente incondicionais. Não dependem de nada, a não ser da própria vontade e da própria santidade de Deus.”…
(Martyn Lloyd-Jones – Deus o Pai, Deus o Filho – Editora PES)
“…Não obstante, chegamos a algo mais extraordinário e surpreendente: as Escrituras nos ensinam que até mesmo as ações pecaminosas estão nas mãos de Deus. Ouçam Pedro pregando no dia de Pentecoste, em Jerusalém: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” (At 2:23). Em seguida, Pedro o coloca nestes termos: “Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel” – prestem atenção – “para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer” (At 4:27,28). O terrível pecado daqueles homens fora determinado de antemão, pelo conselho de Deus. Temos também um tremendo exemplo disso no livro de Gênesis, aquela famosa declaração de José a seus irmãos. José, rememorando os fatos de sua história, virou para seus irmãos e disse: “Assim não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus…” (Gn. 45:8). Do nosso ponto de vista, foram eles que o fizeram. Eles haviam agido perversamente, haviam feito algo muito ímpio, movidos por motivos mercenários e como resultado de sua própria inveja. “Mas”, disse José, “não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus”. Estas ações pecaminosas emanaram deste grande e eterno decreto de Deus. Ora, sejamos bem explícitos sobre isto. Em vista do que já concordamos sobre a santidade de Deus, devemos uma vez mais dizer o seguinte: Deus não causa o mal em nenhum sentido, em nenhum grau. Deus não aprova o mal. Ele, porém, permite que os agentes perversos o realizem, e então o administra para Seus próprios fins sábios e santos. Ou avaliem-no assim, se o preferirem: o mesmo decreto de Deus que ordena a lei moral, que proíbe e pune o pecado, também permite sua ocorrência. Limita-o, porém, e determina o canal específico ao qual ele será restringido, bem como a finalidade exata para a qual ele será dirigido, e controla suas conseqüências para o bem. A Bíblia nos ensina isso claramente. Ouçam novamente aquele relato sobre José e seus irmãos em Gênesis 50:20. Disse José: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande.” E creio que, em muitos aspectos, o exemplo mais chocante de todos se encontra na traição de Jesus por Judas: uma ação livre e voluntária, e no entanto um componente do grande e eterno propósito e plano de Deus. Assim sendo, isso me conduz à minha terceira proposição geral, ou seja: todos os decretos de Deus são incondicionais e soberanos. Eles não dependem, em nenhum sentido, das ações humanas. Não são determinados por alguma coisa que a pessoa possa ou não fazer. Os decretos de Deus não são nem ainda determinados à luz do que Ele sabe que as pessoas irão fazer. Eles são absolutamente incondicionais. Não dependem de nada, a não ser da própria vontade e da própria santidade de Deus.”…
(Martyn Lloyd-Jones – Deus o Pai, Deus o Filho – Editora PES)
domingo, 15 de outubro de 2017
cessacionismo
João Crisóstomo (c. 344–407):
A
passagem inteira (falando sobre 1 Coríntios 12) é muito obscura, mas a
obscuridade é produzida por nossa ignorância dos fatos referidos e por sua
cessação, fatos que ocorriam, mas agora não tem mais lugar.
(fonte:
João Crisóstomo, Homilias em I Coríntios, 36.7 Crisóstomo está comentando 1 Co.
12:1-2 como introdução ao capítulo inteiro. Citado de 1-2 Coríntios in: Ancient
Christian Commentary Series, 146.)
Agostinho (354-430):
Nos
tempos antigos o Espírito Santo veio sobre os crentes e eles falaram em
línguas, que não haviam aprendido, conforme o Espírito concediam que falassem.
Estes foram sinais adaptados ao tempo. Pois aquilo foi o sinal do Espírito
Santo em todas as línguas [idiomas] para mostrar que o Evangelho de Deus era
para ser espalhado a todas as línguas sobre a terra. Isto foi feito por
um sinal, e o sinal findou.
(Fonte:
Agostinho. Homilias sobre a Primeira Epístola de João, 6.10. Cf. Schaff, NPNF,
First Series, 7:497-98)
Teodoreto de Ciro (c. 393 c. 466):
Em
tempos antigos, aqueles que aceitaram a divina pregação e que foram batizados
para a sua salvação, receberam sinais visíveis da graça do Espírito Santo
trabalhando neles. Alguns falaram em línguas que eles não sabiam e que ninguém
lhes havia ensinado, enquanto outros realizaram milagres ou profetizaram.
O coríntios também fizeram essas coisas, mas não usaram os dons como
deveriam ter usado. Eles estavam mais interessados em se mostrar do que em usar
os dons para a edificação da igreja . . . Mesmo no nosso tempo a graça é dada
para aqueles que são julgados dignos do santo batismo, mas não pode assumir a
mesma forma que possuía naqueles dias.
(Fonte:
Teodoreto de Ciro. Comentário sobra a primeira epístola aos Coríntios, 240, 43;
em referência à 1Co 12:1,7. Citado de 1-2 Coríntios, ACCS, 117).
Nota:
Os defensores do continuísmo, como Jon Ruthven (em seu trabalho, sobre a
Cessação dos Charismata), também reconhece pontos de vista cessacionistas em
outros Pais da Igreja (como Orígenes, no século 3, e Ambrósio no século 4).
Além
disso, a esta lista, podemos incluir o nome mais conhecido da Idade Média, o
escolástico do século 13, Thomás Aquino.
Mas,
vamos avançar para a Reforma e a era Puritana.
Martinho Lutero (1483-1546)
Na
Igreja primitiva, o Espírito Santo foi enviado de forma visível. Ele
desceu sobre Cristo na forma de uma pomba (Mt. 3:16), e à semelhança de fogo
sobre os apóstolos e outros crentes. (Atos 2:3) Esse derramamento visível
do Espírito Santo foi necessário para o estabelecimento da Igreja primitiva,
como também foram necessários os milagres que acompanharam o dom do Espírito
Santo. Paulo explicou o propósito destes dons miraculosos do Espírito em I
Coríntios 14:22, "as línguas são um sinal, não para os que crêem, mas para
os que não crêem". Uma vez que a Igreja tinha sido estabelecida e
devidamente anunciada por estes milagres, a aparência visível do Espírito Santo
cessou.
(Fonte:
Martinho Lutero, traduzido por Theodore Graebner [Grand Rapids, Michigan:
Zondervan, 1949]...., pp 150-172. A respeito do comentário de Lutero
sobre Gálatas 4:6.)
João Calvino (1509-1564)
Embora
Cristo não declare expressamente se Ele pretende que esse dom [de milagres]
seja temporário ou a permaneça perpetuamente na Igreja, é mais provável que os milagres
tenham sido prometidos apenas por um tempo, para dar brilho ao evangelho
enquanto ele era novo ou em estado de obscuridade.
(Fonte:
João Calvino, Comentário sobre os Evangelhos Sinóticos, III:389.)
O
dom de cura, como o resto dos milagres, os quais o Senhor quis que fossem
trazidos à luz por um tempo, desapareceu, a fim de tornar a pregação do
Evangelho maravilhosa para sempre.
(Fonte:
João Calvino, Institutas da Religião Cristã, IV: 19, 18.)
John Owen (1616-1683)
Dons
que em sua própria natureza excederam completamente o poder de todas as nossas
habilidades, essa dispensação do Espírito há muito cessou e onde ela agora é
simulada por alguém, pode ser justamente presumida como um delírio
entusiasmado.
(Fonte: John Owen, Obras, IV:518.)
Thomas Watson (1620-1686):
Claro,
há tanta necessidade de ordenação hoje como no tempo de Cristo e no tempo dos
apóstolos, quando então havia dons extraordinários na igreja, os quais agora
cessaram.
(Fonte:
Thomas Watson, As Bem-Aventuranças, 140.)
Mattew Henry (1662-1714):
O
que eram esses dons nos é largamente dito no corpo do capítulo [1 Coríntios
12], ou seja, ofícios e poderes extraordinários, concedidos a ministros e
cristãos nos primeiros séculos, para a convicção dos descrentes, e propagação
do evangelho.
(Fonte:
Mattew Henry, Comentário Completo, em referência a 1 Coríntios 12)
O
dom de línguas foi um novo produto do espírito de profecia e dado por uma razão
particular, retirar o judeu e demonstrar que todas as nações podem ser
conduzidas à igreja. Estes e outros sinais da profecia, começaram como sinais,
e há muito cessaram e foram deixados para trás, e nós não temos nenhum
incentivo para esperar um avivamento deles; mas, pelo contrário, somos
direcionados para o chamado das Escrituras a mais certa palavra de profecia,
mais certa que vozes dos céus, e ela nos orienta a tomar cuidado, a busca-la e
se firmar nela., 2 Pedro 1:29.
(Fonte:
Mattew Henry, Prefácio ao Vol IV de sua Exposição do At e NT, vii.)
John Gill (1697-1771):
[Comentando
1 Coríntios 12:9 e 30,].
Agora
esses dons foram concedidos comumente, pelo Espírito, aos apóstolos, profetas e
pastores, ou anciãos da igreja, naqueles primeiros tempos: a cópia de
Alexandria, ea versão Latina da Vulgata, dizem, "por um só Espírito".
(Fonte:
Comentário de John Gill de 1 Coríntios 12:9.)
Não;
quando estes dons estavam presentes, nem todos os possuíam. Quando a
unção com óleo, a fim de curar o doente, estava em uso, ela só foi executada
pelos anciãos da igreja, e não pelos seus membros comuns, que deveriam buscar o
doente nesta ocasião.
(Fonte:
Comentário de John Gill de 1 Coríntios 12:30.)
Jonathan Edwards (1703-1758):
Nos
dias de sua [Jesus] encarnação, os seus discípulos tinham uma medida dos dons
miraculosos do Espírito, sendo habilitados desta forma para ensinar e fazer
milagres. Mas, depois da ressurreição e ascensão, ocorreu o mais completo
e notável derramamento do Espírito em seus dons milagrosos que já existiu,
começando com o dia de Pentecostes, depois da ressureição Cristo e Sua ascenção
ao céu. E, em conseqüência disto, não somente aqui e ali uma pessoa
extraordinária era dotada de dons extraordinários, mas eles eram comuns na
igreja, e assim continuou durante a vida dos apóstolos, ou até a morte do
último deles, mesmo o apóstolo João, que viveu por cerca de cem anos desde
nascimento de Cristo, de modo que os primeiros cem anos da era cristã, ou o
primeiro século, foi a era dos milagres.
Mas,
logo após a finalização do cânon da Escritura quando o apóstolo João escreveu o
livro do Apocalipse, não muito antes de sua morte, os dons miraculosos tiveram
seu fim na igreja. Pois, agora, a revelação escrita da mente e da vontade de
Deus estava completa e estabelecida. Revelação na qual Deus havia perfeitamente
gravado uma regra permanente e totalmente suficiente para Sua igreja em todas
as eras. Com a igreja e a nação judaica derrotadas, e a igreja cristã e a
última dispensação da igreja de Deus estabelecidas, os dons miraculosos do
Espírito já não eram mais necessários e, portanto, eles cessaram; pois embora
eles tenham continuado na igreja por tantas eras, eles se extinguiram, e Deus
fez com que fossem extintos porque já não havia ocasião favorável a eles.
E assim foi cumprido o que está dito no texto: “Havendo profecias, serão
aniquiladas; havendo línguas, cessarão;. Havendo ciência, desaparecerá".
E agora parece ser o fim para todos os frutos do Espírito tais como
estes, e não temos mais razão de esperar que voltem.
(Fonte:
Jonathan Edwards, sermão intitulado "O Espírito Santo deve ser comunicado
ao Santos para sempre, In na graça da caridade, ou amor divino", em 1
Coríntios 13:8).
Os
dons extraordinários foram dados para a fundação e o estabelecimento da igreja
no mundo. Mas, depois que o cânon das Escrituras foi concluido e a igreja
cristã foi plenamente fundada e estabelecida, os dons extraordinários cessaram.
(Fonte:
Jonathan Edwards, Caridade e seus frutos, 29.)
sábado, 14 de outubro de 2017
Refutando o Aniquilacionismo
FONTE: http://bereianos.blogspot.com.br/2016/11/refutando-o-aniquilacionismo.html
Por algum tempo da minha vida, por influência do aniquilacionismo adventista, do aniquilacionismo russelita e do Aniquilacionismo banzoliano, eu defendi a ideia de que a morte significa o término da existência (influência russelita) e de que o inferno era temporário, e não eterno (influência de Banzoli e dos adventistas). Não obstante, essa ideia está fundamentada em uma série de argumentações sustentadas sob a égide de pressupostos antibíblicos. Essas argumentações serão resumidamente apresentadas e respondidas neste artigo. Antes disso, porém, será feita uma apresentação breve e geral das bases bíblicas do imortalismo.
BASES BÍBLICAS DO IMORTALISMO
Diferente da antropologia holista, as Escrituras nitidamente apresentam o homem como constituído de duas partes claramente distintas (uma física e uma espiritual), isso fica claro em: Eclesiastes 12.7; 1 Coríntios 5.3,5; Romanos 8.10; 1 Coríntios 5.5; 7.34; 2 Coríntios 7.1 e Colossenses 2.5. Embora o termo “alma” e “espírito” sejam polissêmicos, assumindo diferentes significados ao longo das Escrituras, em alguns casos eles são usados justamente para descrever a parte espiritual que compõe o homem em distinção ao corpo físico.
Falando da morte natural, Mateus 10.28 diz que somente o corpo (a parte física) morre e que a alma (a parte espiritual) não sofre a morte natural: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma.” Como essa afirmativa é clara quanto ao corpo morrer e a alma continuar viva, alguns aniquilacionistas buscam “parafrasear” o texto de forma a encaixá-lo na sua doutrina. No entanto, a declaração tal qual aparece no texto não corresponde ao que eles creem. O texto diz claramente duas coisas: o homem é formado de corpo e alma e a alma sobrevive a morte do corpo. Isso explica porque os aniquilacionistas inventam de tudo para tentar achar um modo de "reescrever" o texto com outras palavras.
Paulo, em seu dilema entre morrer ou continuar vivendo, descreve a morte (e aqui, não a ressurreição no arrebatamento) como um “partir para estar com Cristo” (Filipenses 1.23). Jesus prometeu ao Ladrão da cruz que naquele mesmo dia ambos iriam ao paraíso. O advérbio de tempo “hoje” não se refere ao verbo “dizer”, como querem os aniquilacionistas, pois, o objetivo do advérbio era fornecer uma resposta à declaração do ladrão no verso anterior. O malfeitor provavelmente tinha a mentalidade judaica de que o Messias viria em glória para estabelecer seu reino no futuro. Ao usar o advérbio “hoje”, Jesus objetivava mostrar que o ladrão não precisaria esperar até o futuro, mas que naquele mesmo dia os dois já estariam juntos no paraíso celestial (Lucas 23.42-43; 2 Coríntios 12.2-3).
Em Lucas 16.19-31 Jesus narra a parábola do rico e Lázaro. Ela faz parte de uma perícope composta por oito narrativas, que contextualmente mostram o favor de Deus em relação aos gentios pecadores e Sua reprovação em relação ao judaísmo farisaico. Todas essas parábolas, ainda que contenham elementos simbólicos e figurados, são baseadas em coisas que acontecem na realidade. Nenhuma parábola da perícope se baseia em ilustrações puramente irreais, muito menos em uma heresia. Isso não significa que a parábola seja uma história literal, nem que possamos basear doutrinas em seus pormenores, e muito menos que seja possível extrair dela uma radiografia exata do além. Por outro lado, na medida em que as parábolas da perícope se baseiam em eventos do mundo real, devemos entender que, apesar dos elementos simbólicos que aparecem na parábola, Jesus só a contaria se realmente na vida real pessoas morressem e fossem para o céu ou para o inferno.
Quanto ao inferno eterno, as Escrituras declaram que os ímpios serão lançados na fornalha ardente (Mateus 13.49-50), no fogo eterno (Mateus 25.41,46), sofrerão o castigo eterno (Daniel 12.2) e que eles serão atormentados para todo o sempre (Apocalipse 20.10). A ideia de “eterno”, não é apenas “eterno em consequências”, mas “eterno em duração”. A palavra é usada nos mesmos contextos em referência à “vida eterna” (Daniel 12.2; Mateus 25.46). É importante observar que o que está em antítese no texto não é a qualidade da recompensa final (ambas são eternas em duração), mas sim o tipo de recompensa (inferno ou vida). É um absurdo hermenêutico interpretar a mesma palavra lado a lado no mesmo verso com significados diferentes.
Por algum tempo da minha vida, por influência do aniquilacionismo adventista, do aniquilacionismo russelita e do Aniquilacionismo banzoliano, eu defendi a ideia de que a morte significa o término da existência (influência russelita) e de que o inferno era temporário, e não eterno (influência de Banzoli e dos adventistas). Não obstante, essa ideia está fundamentada em uma série de argumentações sustentadas sob a égide de pressupostos antibíblicos. Essas argumentações serão resumidamente apresentadas e respondidas neste artigo. Antes disso, porém, será feita uma apresentação breve e geral das bases bíblicas do imortalismo.
BASES BÍBLICAS DO IMORTALISMO
Diferente da antropologia holista, as Escrituras nitidamente apresentam o homem como constituído de duas partes claramente distintas (uma física e uma espiritual), isso fica claro em: Eclesiastes 12.7; 1 Coríntios 5.3,5; Romanos 8.10; 1 Coríntios 5.5; 7.34; 2 Coríntios 7.1 e Colossenses 2.5. Embora o termo “alma” e “espírito” sejam polissêmicos, assumindo diferentes significados ao longo das Escrituras, em alguns casos eles são usados justamente para descrever a parte espiritual que compõe o homem em distinção ao corpo físico.
Falando da morte natural, Mateus 10.28 diz que somente o corpo (a parte física) morre e que a alma (a parte espiritual) não sofre a morte natural: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma.” Como essa afirmativa é clara quanto ao corpo morrer e a alma continuar viva, alguns aniquilacionistas buscam “parafrasear” o texto de forma a encaixá-lo na sua doutrina. No entanto, a declaração tal qual aparece no texto não corresponde ao que eles creem. O texto diz claramente duas coisas: o homem é formado de corpo e alma e a alma sobrevive a morte do corpo. Isso explica porque os aniquilacionistas inventam de tudo para tentar achar um modo de "reescrever" o texto com outras palavras.
Paulo, em seu dilema entre morrer ou continuar vivendo, descreve a morte (e aqui, não a ressurreição no arrebatamento) como um “partir para estar com Cristo” (Filipenses 1.23). Jesus prometeu ao Ladrão da cruz que naquele mesmo dia ambos iriam ao paraíso. O advérbio de tempo “hoje” não se refere ao verbo “dizer”, como querem os aniquilacionistas, pois, o objetivo do advérbio era fornecer uma resposta à declaração do ladrão no verso anterior. O malfeitor provavelmente tinha a mentalidade judaica de que o Messias viria em glória para estabelecer seu reino no futuro. Ao usar o advérbio “hoje”, Jesus objetivava mostrar que o ladrão não precisaria esperar até o futuro, mas que naquele mesmo dia os dois já estariam juntos no paraíso celestial (Lucas 23.42-43; 2 Coríntios 12.2-3).
Em Lucas 16.19-31 Jesus narra a parábola do rico e Lázaro. Ela faz parte de uma perícope composta por oito narrativas, que contextualmente mostram o favor de Deus em relação aos gentios pecadores e Sua reprovação em relação ao judaísmo farisaico. Todas essas parábolas, ainda que contenham elementos simbólicos e figurados, são baseadas em coisas que acontecem na realidade. Nenhuma parábola da perícope se baseia em ilustrações puramente irreais, muito menos em uma heresia. Isso não significa que a parábola seja uma história literal, nem que possamos basear doutrinas em seus pormenores, e muito menos que seja possível extrair dela uma radiografia exata do além. Por outro lado, na medida em que as parábolas da perícope se baseiam em eventos do mundo real, devemos entender que, apesar dos elementos simbólicos que aparecem na parábola, Jesus só a contaria se realmente na vida real pessoas morressem e fossem para o céu ou para o inferno.
Quanto ao inferno eterno, as Escrituras declaram que os ímpios serão lançados na fornalha ardente (Mateus 13.49-50), no fogo eterno (Mateus 25.41,46), sofrerão o castigo eterno (Daniel 12.2) e que eles serão atormentados para todo o sempre (Apocalipse 20.10). A ideia de “eterno”, não é apenas “eterno em consequências”, mas “eterno em duração”. A palavra é usada nos mesmos contextos em referência à “vida eterna” (Daniel 12.2; Mateus 25.46). É importante observar que o que está em antítese no texto não é a qualidade da recompensa final (ambas são eternas em duração), mas sim o tipo de recompensa (inferno ou vida). É um absurdo hermenêutico interpretar a mesma palavra lado a lado no mesmo verso com significados diferentes.
Aniquilacionismo
Por Josemar Bessa
É a doutrina da extinção das almas dos ímpios em vez de serem enviadas, conscientes, para o inferno eterno. Os descrentes serão destruídos, enquanto os justos entrarão no estado de bem-aventurança.
Apoio das Escrituras
A segunda morte. Os aniquilacionistas apontam para referências bíblicas sobre o destino dos ímpios como a “segunda morte” (Ap 20.14) para apoiar sua teoria. Já que a pessoa perde a consciência deste mundo na primeira morte (morte física), argumenta-se que a “segunda morte” envolverá inconsciência no mundo por vir.
Destruição eterna. As Escrituras falam dos ímpios sendo “destruídos”. Paulo disse:“... quando o Senhor Jesus for revelado lá dos céus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes. Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder" (2 Ts 7b-9).
Os aniquilacionistas insistem que a figura da “destruição” é incompatível com a existência contínua e consciente.
Perdição. Os ímpios são descritos como reservados para a “perdição” (ECA) ou “destruição” (RA, 2 Pe 3.7), e Judas é chamado “destinado à perdição” (Jo 17.12). A palavra perdição (apoleia) significa perecer. Isso, argumentam os aniquilacionistas, indica que os perdidos perecerão ou deixarão de existir.
O mesmo que não haver nascido. Jesus disse sobre Judas, que foi levado para a perdição, que “melhor lhe seria não haver nascido” (Mc 14.21). Antes de uma pessoa ser concebida ela não existe. Então, se o inferno é igual à condição de pré-nascimento, deve ser um estado de inexistência.
Os ímpios perecerão. Várias vezes o Antigo Testamento menciona os ímpios perecendo. O salmista escreveu: “Mas os ímpios, murcharão, perecerão; e os inimigos do Senhor como a beleza dos campos desvanecerão como fumaça” (Sl 37.20; cf. 68.2; 112.10). Perecer, todavia, implica no estado de inexistência.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL [Por: John Owen]
“…Deus
fez todas as coisas, no início, boas, extraordinariamente boas. A totalidade de
Suas obras foi disposta em perfeita harmonia, beleza e ordem, condizente com a
manifestação de Sua própria glória que Ele intentou nela. E como todas as
coisas têm sua própria existência individual e funcionamento apropriado, a sua
existência é suscetível de um fim, um repouso, ou uma bem-aventurança, conforme
a sua natureza e funcionamento – assim, nas várias relações que Ele tem em Seu
mútuo apoio, assistência e cooperação, Ele visa a um resultado final – Sua
glória eterna. Para desse modo em Sua existência ser o efeito do poder infinito
– de maneira que Seu mútuo respeito e fim esteja disposto em infinita
sabedoria. Nisso está o eterno poder e sabedoria de Deus glorificado nEle;
único em Sua realização, de outra maneira em Sua disposição em Sua ordem e
harmonia. O homem é uma criatura feita por Deus, que por Ele poderia receber a
glória que Ele almejava e por toda a criação inanimada – tanto as da terra, que
era para seu uso, como as de cima, que eram para sua contemplação. Este era o
objetivo de nossa natureza em seu estado original. A fim de que sejamos
novamente restaurados em Cristo: , Tiago 1:18, Salmo 104:24, Salmo 136:5, Rm
1:20. Deus permitiu a entrada do pecado tanto no céu quanto na terra, por meio
do qual toda a ordem e harmonia foram perturbadas. Ainda há características do
poder divino, sabedoria e bondade restando nas obras da criação e são
inseparáveis de sua constituição. Mas a glória primitiva que redundava em Deus
– especialmente como em todas as coisas na terra – provinha da obediência do
homem, que era quem estava sob sujeição. Seu bom estado dependia de sua
subordinação a Deus de um modo natural, como fez Deus um modo de obediência
moral, Gn 1:26-28, Sl 8:6-8. O homem como foi dito, é uma criatura feita por
Deus, e por ele, Deus pode receber a glória que almeja, como também, em toda a
criação inanimada. Este era o objetivo de nossa natureza em seu estado
original. Para o qual somos novamente restaurados em Cristo: Tiago 1:18. Mas a
entrada do pecado lançou toda esta ordem em confusão, e levou todas as coisas
para a queda. Com isto ele foi privado de seu estado original em que era
declarado excelentemente bom e foi lançado fora como algo sem valor – sob a carga
de quem estava sobrecarregado e assim tem sido todos os dias de sua vida: Gn
3:17-18, Rm 8:20-21.”…
(John Owen – Christologia cap.4 – (A pessoa de Cristo: O Fundamento de todo o conselho de Deus).
(John Owen – Christologia cap.4 – (A pessoa de Cristo: O Fundamento de todo o conselho de Deus).
R.C. Sproul
Ensinaram-nos que a oração muda as coisas, em vista da soberania de Deus, qual é o papel da oração na vida cristã?
Antes de qualquer outra coisa, precisamos estabelecer que é a soberania de Deus que não somente nos convida, mas nos ordena a orar. Oração é um dever, e quando cumprimos esse dever, uma coisa certamente será mudada, e essa coisa somos nós. Viver uma vida de oração é viver uma vida de obediência a Deus.
Também precisamos entender que existe mais na oração do que intercessão e súplica. Quando os discípulos disseram a Jesus “Senhor; ensina-nos a orar” (Lc 11.1), viram uma ligação entre o poder de Jesus e o impacto do seu ministério e o tempo que ele passava em oração. Obviamente, o Filho de Deus sentiu que a oração era uma iniciativa valiosa pois ele se entregava a ela profunda e apaixonadamente. Mas fiquei surpreso de que ele tenha respondido a pergunta dizendo:
“Quando orardes, dizei:”, e lhes deu a Oração Dominical. Eu esperaria que Jesus respondesse aquela pergunta de maneira diferente: “Vocês querem saber como orar? Leiam os Salmos”, porque ali encontramos orações inspiradas. O próprio Espírito que nos ajuda a orar inspirou as orações que estão registradas nos Salmos. Quando leio os Salmos, leio intercessão e leio súplica, mas, predominantemente o que leio é uma preocupação com adoração, com ação de graças e com confissão. Tome esses elementos da oração, e o que acontece com a pessoa que aprende a adorar a Deus? Essa pessoa é transformada. O que acontece com a pessoa que aprende a expressar sua gratidão a Deus? Essa pessoa ficará cada vez mais consciente da mão da Providência em sua vida, e crescerá em seu senso da gratidão a Deus. O que acontece com a pessoa que gasta tempo confessando o seu pecado a Deus? Ela mantém diante de seus olhos a santidade de Deus, e a necessidade de prestar contas a ele continuamente.
“Quando orardes, dizei:”, e lhes deu a Oração Dominical. Eu esperaria que Jesus respondesse aquela pergunta de maneira diferente: “Vocês querem saber como orar? Leiam os Salmos”, porque ali encontramos orações inspiradas. O próprio Espírito que nos ajuda a orar inspirou as orações que estão registradas nos Salmos. Quando leio os Salmos, leio intercessão e leio súplica, mas, predominantemente o que leio é uma preocupação com adoração, com ação de graças e com confissão. Tome esses elementos da oração, e o que acontece com a pessoa que aprende a adorar a Deus? Essa pessoa é transformada. O que acontece com a pessoa que aprende a expressar sua gratidão a Deus? Essa pessoa ficará cada vez mais consciente da mão da Providência em sua vida, e crescerá em seu senso da gratidão a Deus. O que acontece com a pessoa que gasta tempo confessando o seu pecado a Deus? Ela mantém diante de seus olhos a santidade de Deus, e a necessidade de prestar contas a ele continuamente.
Mas os nossos pedidos podem mudar o plano soberano de Deus? Sem dúvida não. Quando Deus declara soberanamente que fará alguma coisa, nem todas as orações do mundo irão mudar a mente de Deus. Mas Deus não apenas ordena os fins, mas também ordena os meios para alcançar os fins, e parte do processo que ele usa para realizar sua vontade soberana são as orações de seu povo. Portanto, devemos orar.
R.C. Sproul
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
A Salvação dos Bebês e Outros “Incapazes” John MacArthur, Jr.
Os bebês e outros incapazes de professar a fé em Cristo vão automaticamente para o céu?
As pessoas freqüentemente se perguntam sobre o destino eterno dos
bebês e daqueles incapazes de entender intelectualmente o evangelho. A
questão é difícil. Infelizmente, a Bíblia não nos oferece nenhuma resposta
explícita. Contudo, baseado em várias passagens, bem como num
entendimento do caráter de Deus e seus tratamentos com os homens,
podemos desenvolver uma boa idéia de como ele age em tais situações.
2 Samuel 12:23 é uma das passagens freqüentemente citadas para
implicar que os bebês vão para o céu. Embora o versículo não diga isso
explicitamente, Davi claramente espera um dia reunir-se com sua criança
falecida. Visto sabermos que Davi é um crente cujo destino foi o céu,
podemos inferir que sua esperança de reunião significa que ele esperava que
sua criança estivesse no céu. Assim, 2 Samuel 12:23 sugere forte evidência
para um destino celestial dos ainda não-nascidos e das crianças que morrem
na infância.
Se esse versículo fosse tudo que apoiasse a nossa posição,
admitidamente ela não seria muito convincente. Contudo, existem outras
evidências que apontam para a mesma conclusão. Primeiro, a Bíblia ensina
claramente que Deus se preocupa profundamente com as crianças. Passagens
como Mateus 18:1-6 e 19:13-15 afirmam o amor do Senhor por elas. Esses
versículos não declaram que as crianças vão para o céu, mas mostram o
coração de Deus por elas. Ele criou e cuida delas, e, além disso, sempre realiza
sua perfeita vontade em cada circunstância
O salmista nos lembra que Deus é “cheio de compaixão, e piedoso,
sofredor, e grande em benignidade e em verdade” (Sl. 86:15). Ele é o Deus
que se tornou carne, para que pudesse levar nossos pecados por sua morte na
cruz (2Co. 5:21). Ele é o Deus que confortará os crentes no céu, pois “limpará
de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem
clamor, nem dor” (Ap. 21:4). Podemos estar seguros que Deus fará o que é
certo e amável, pois ele é o padrão de justiça e amor. Apenas essas
considerações parecem ser evidência suficiente do amor particular e eletivo de
Deus, mostrado para com aqueles que morrem na infância, ou mesmo antes
dela.
Contudo, outro ponto pode ser útil ao responder essa pergunta.
Embora os infantes e crianças pequenas não tenham senso do pecado e da
necessidade de salvação, nem colocam sua fé em Cristo, a Escritura ensina que
a condenação é baseada na clara rejeição da revelação de Deus – quer geral ou
específica – não na simples ignorância dela (Lucas 10:16; João 12:48; 1Ts. 4:8).
Podemos dizer definitivamente que os infantes e crianças pequenas
compreenderam a verdade demonstrada pela revelação geral de Deus, que os
torna “inescusáveis” (Rm. 1:18-20)? Eles serão julgados de acordo com a luz
que receberam. A Escritura é clara que as crianças e os ainda não-nascidos
possuem o pecado original – incluindo a propensão ao pecado, bem como a
culpa inerente do pecado original. Mas poderia ser que de alguma forma a
expiação de Cristo pagou pela culpa desses pequeninos indefesos? Sim, e,
portanto, é uma suposição aceitável que uma criança que morra numa idade
muito precoce para ter uma rejeição consciente e deliberada de Jesus cristo, será
levada para estar com o Senhor.
Fonte: http://www.gty.org/
sábado, 5 de agosto de 2017
Graça comum!
Graça comum!
Grego χαρις charis = Graça
Hebraico חנן chanan = Graça
Ef 2:8 Porque pela graça (χαρις charis) sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;
Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;
E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.
E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa (χαρις charis) tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Lucas 6:27-36
Ainda que se mostre favor ( חנן chanan) ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniqüidade, e não atenta para a majestade do Senhor.
Isaías 26:10
Lucas Gomes.
Grego χαρις charis = Graça
Hebraico חנן chanan = Graça
Ef 2:8 Porque pela graça (χαρις charis) sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;
Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;
E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.
E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa (χαρις charis) tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Lucas 6:27-36
Ainda que se mostre favor ( חנן chanan) ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniqüidade, e não atenta para a majestade do Senhor.
Isaías 26:10
Lucas Gomes.
domingo, 23 de abril de 2017
Cristo cumpriu os dez mandamentos
Adão quebrou os dez mandamentos no Éden. Mas Cristo guardou os dez mandamentos no “deserto”, sob circunstâncias muito mais intensas do que aquelas às quais Adão foi submetido.
Guardou o primeiro mandamento. Ele trouxe glória a Deus o Pai enquanto esteve na terra (Jo 17.4). Temeu, creu, e confiou em seu Pai (Hb 2.13; 5.7; Lc 4.1-12). Cristo zelou pela glória de seu Pai (Jo 2.17) e foi constantemente grato ao seu Pai (Jo 11.41). Ele prestou completa obediência ao Pai em todas as coisas (Jo 10.17; 15.10).
Guardou o segundo mandamento. Ninguém jamais cultuou como Cristo (Lc 4.16). Ele leu, pregou, orou e cantou a Palavra de Deus com um coração puro (Sl 24.3-4). Ele condenou o falso culto (Jo 4.22; Mt 15.9). Além disso, aquele que era a imagem visível de Deus não precisou fazer imagens ilícitas de Deus.
Guardou o terceiro mandamento. Como portador da imagem de Deus (Cl 1.15), ele revelou o Pai de modo perfeito (Jo 14.9). Falou somente aquilo que havia recebido do Pai (Jo 12.49). Em outras palavras, ele jamais tomou o nome de Deus em vão, mas falou apenas a verdade sobre o Pai e trouxe glória ao Pai por viver em conformidade com quem ele é (o Filho de Deus).
Guardou o quarto mandamento. “Entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga…” (Lc 4.16). Ele fez obras de piedade, misericórdia e necessidade no dia de descanso (e.g.: Mc 2.23-28). Além disso, o Senhor do Sábado assegurou nosso sabá eterno por meio de sua morte na cruz, permanecendo no sepulcro no sábado, e ressurgindo no domingo.
Guardou o quinto mandamento. Ele sempre fez aquilo que agradava a seu Pai celestial (Jo 8.29). Sobre a cruz, mesmo enquanto estava morrendo, preocupou-se em cuidar de sua mãe (Jo 19.27). Ele também guardou as leis terrenas (Mc 12.17; Mt 17.24-27).
Guardou o sexto mandamento. Jesus preservou a vida. Ele fez isso física e espiritualmente. Ele salvou pecadores de seus pecados (Jo 5.40). E também curou muitas pessoas (Mt 4.23). Foi manso, gentil, amável e pacífico enquanto esteve na terra (e.g.: Mt 11.29). Sua vida foi de misericórdia e compaixão (e.g.: Lc 18.35-43).
Guardou o sétimo mandamento. Cristo, o marido, entregou sua vida por sua noiva (Ef 5.22-33). Embora eu não tenha dúvidas de que ele achava algumas mulheres atrativas, ele jamais cruzou os limites adequados com respeito à interação entre homens e mulheres, e seus pensamentos sempre foram puros com respeito a pessoas do sexo oposto (cf. 1Tm 5.2).
Guardou o oitavo mandamento. Cristo doou livremente (Jo 2.1-11). Ele se opôs ao roubo (Jo 2.13-17). João 2 retrata, entre outras coisas, Cristo guardando o oitavo mandamento. Aquele que era rico se tornou pobre para que nós, em nossa pobreza, pudéssemos nos tornar ricos (2Co 8.9).
Guardou o nono mandamento. Ele sempre falou a verdade (Jo 8.45-47) porque falou somente as palavras que o Pai lhe havia dado (Jo 12.49). Ele defendeu a verdade porque ele é a Verdade (Jo 1.14, 17; 14.6). Ele não maquiou a verdade (Mt 23), não a falou fora de tempo ou a sonegou (Mt 26.64).
Guardou o décimo mandamento. Aquele que é dono do céu e da terra é aquele que também disse: “As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc 9.58). Aquele que poderia facilmente saciar sua própria necessidade e desejo contentou-se com aquilo que vinha da mão do Pai (Lc 4.1-12). Ele não cobiçou aquilo que não era propriamente seu, mas com paciente resistência recebeu sua herança por meio da cruz.
Nos círculos reformados devemos, em nossa pregação, fazer um melhor trabalho em explicar como Cristo guardou perfeitamente a lei. Uma coisa é dizer e sempre repetir: “Jesus guardou a lei perfeitamente por nós [como um pacto de obras] para que pudéssemos ser salvos”; mas outra coisa é explicar precisamente como ele guardou a lei e o que estava envolvido nessa guarda da lei. Ouvir sobre a obediência ativa de Cristo e sobre a imputação gratuita de Deus a nós, por meio da fé, dessa obediência ativa, não deve nunca ser algo que se resuma a frases de efeito.
Tradução: Márcio Santana Sobrinho
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Breve Catecismo de Westminster
PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?
RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.
Referências: Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3.
terça-feira, 14 de março de 2017
Como Meditar na Paixão de Cristo Por Martinho Lutero
Como Meditar na Paixão de Cristo
Por Martinho Lutero,
Monge agostiniano e reformador
Em 1519
I. Formas equivocada de meditar na paixão de Cristo
Algumas pessoas meditam na paixão de Cristo e se iram com os judeus. Cantam e falam muito sobre Judas. Só fazem o de sempre. Gostam de se queixar dos demais. Passam todo seu tempo condenando a seus inimigos. Suponho que é uma meditação de certa classe, porem não é uma meditação sobre o sofrimento de Cristo, mas somente uma meditação sobre a maldade dos judeus e de Judas.
Outras aos quais gostam de falar do beneficio de meditar na paixão de Cristo não entendem do que isso se trata. Algo que Alberto disse pode ser muito enganoso: Pensar na Paixão é melhor do que jejuar o ano todo e rezar os salmos todos os dias. Alguns cegamente o seguem, e tomam seu comentário no sentido literal, e logo atuam contrariamente à Paixão de Cristo. Só buscam seus próprios interesses, tratando de evitar fazer outras coisas. De forma supersticiosa, se adornam com imagens e livretos, cartas e crucifixos. Outros até imaginam que fazendo essas coisas estão protegendo-se contra afogamentos, queimaduras, contra a espada e toda classe de perigos. Tratam de usar os sofrimentos de Cristo para evitar que algum sofrimento lhes venha em suas vidas, o qual, óbvio, é totalmente contrário a como a vida é na realidade.
Alem disso, existem pessoas que se agradam em simpatizar emocionalmente com Cristo. Choram e derramam lágrimas sobre ele porque foi tão inocente. São como as mulheres que seguiram a Cristo no caminho desde Jerusalém. Ele as repreendeu! Disse-lhes que deveriam chorar por elas mesmas e por seus filhos. Entram na estação da paixão pensando que recebem um grande beneficio pensando profundamente em como que Jesus saiu de Betânia, ou nas dores e penas que a virgem Maria sofreu. Meditam nessas coisas durantes
Por Martinho Lutero,
Monge agostiniano e reformador
Em 1519
I. Formas equivocada de meditar na paixão de Cristo
Algumas pessoas meditam na paixão de Cristo e se iram com os judeus. Cantam e falam muito sobre Judas. Só fazem o de sempre. Gostam de se queixar dos demais. Passam todo seu tempo condenando a seus inimigos. Suponho que é uma meditação de certa classe, porem não é uma meditação sobre o sofrimento de Cristo, mas somente uma meditação sobre a maldade dos judeus e de Judas.
Outras aos quais gostam de falar do beneficio de meditar na paixão de Cristo não entendem do que isso se trata. Algo que Alberto disse pode ser muito enganoso: Pensar na Paixão é melhor do que jejuar o ano todo e rezar os salmos todos os dias. Alguns cegamente o seguem, e tomam seu comentário no sentido literal, e logo atuam contrariamente à Paixão de Cristo. Só buscam seus próprios interesses, tratando de evitar fazer outras coisas. De forma supersticiosa, se adornam com imagens e livretos, cartas e crucifixos. Outros até imaginam que fazendo essas coisas estão protegendo-se contra afogamentos, queimaduras, contra a espada e toda classe de perigos. Tratam de usar os sofrimentos de Cristo para evitar que algum sofrimento lhes venha em suas vidas, o qual, óbvio, é totalmente contrário a como a vida é na realidade.
Alem disso, existem pessoas que se agradam em simpatizar emocionalmente com Cristo. Choram e derramam lágrimas sobre ele porque foi tão inocente. São como as mulheres que seguiram a Cristo no caminho desde Jerusalém. Ele as repreendeu! Disse-lhes que deveriam chorar por elas mesmas e por seus filhos. Entram na estação da paixão pensando que recebem um grande beneficio pensando profundamente em como que Jesus saiu de Betânia, ou nas dores e penas que a virgem Maria sofreu. Meditam nessas coisas durantes
domingo, 15 de janeiro de 2017
Possui o Homem Livre-Arbítrio?
James Kennedy
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36)
Possui o homem livre arbítrio? Penso que a maioria das pessoas
reconhece que esse é um dos temas mais profundos que jamais ocuparam as
mentes dos maiores pensadores do mundo. Teólogos e filósofos, igualmente, se
têm concentrado em torno desse grande enigma: é o homem, realmente,
possuidor de livre arbítrio? ou é ele, meramente, um títere, impelido para lá e
para cá pelas forças do acaso? Parece ser uma contradição que um Deus todo soberano
e uma criatura livre possam coexistir dentro do mesmo universo. Pode
parecer que, se um homem é livre, então Deus não controla todas as coisas.
Em primeiro lugar, perguntar se o homem desfruta de livre arbítrio é dar
forma imprópria à indagação. Seria mais exato falarmos em um agente livre ou
em uma alma livre, porquanto a vontade do homem nunca age
independentemente de todas as suas demais faculdades. A vontade do homem
não é alguma espécie de giroscópio interno, que se movimente e gire como bem
quiser. Antes, faz parte integral do ser humano — a alma humana.
O que é a alma de um homem? A alma do homem é o seu intelecto, as
suas emoções e a sua volição, ou, de modo mais simples, a sua mente, o seu
coração e a sua vontade. Por conseguinte, quando o homem resolve agir, ou
quer fazer algo, o impulso inicial ocorre em sua mente. Então, porque ele possui
algum conhecimento, dentro dele surge um sentimento — os afetos e apetites
humanos, que fazem parte do quadro total de sua personalidade.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
O Poder de sua Ressurreição
O Poder de sua Ressurreição
por
Charles Haddon Spurgeon
“Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição...” (Fp. 3:10, RA)A doutrina da ressurreição do Salvador é extremamente preciosa. A ressurreição é a pedra angular do edifício do cristianismo. É o pilar do arco da nossa salvação. Seria necessário um livro inteiro para mostrar todas as correntes de água viva que fluem desta fonte sagrada, a ressurreição de nosso querido Senhor e Salvador Jesus Cristo; mas saber que Ele ressuscitou, e ter comunhão com Ele como tal - relacionar-se com o Salvador ressurreto em conseqüência de uma vida restaurada; vê-lo deixar o túmulo como resultado de nós mesmos termos deixado o túmulo do mundanismo - é ainda mais precioso. A doutrina é o fundamento da prática, mas, tal como a flor é mais encantadora do que a raiz, assim também a prática da comunhão com o Salvador ressuscitado é muito mais encantadora do que a própria doutrina. Gostaria de fazê-lo crer que Cristo ressuscitou dos mortos para que cantasse isto, e de dar-lhe todo o consolo possível para que entendesse este fato com certeza e testemunho; mas, até lá, eu lhe imploro, não se dê por satisfeito. Embora você não possa, como os discípulos, vê-Lo visivelmente, mesmo assim eu lhe digo para desejar ver Jesus Cristo com os olhos da fé; e, embora não possa, como Maria Madalena, "tocá"-Lo, mesmo assim você pode ter o privilégio de conversar com Ele, e saber que Ele ressuscitou, e que você mesmo foi ressuscitado Nele em novidade de vida. Conhecer o Salvador crucificado porque Ele crucificou todos os meus pecados, é muito bom; mas, conhecer o Salvador ressuscitado porque Ele me justificou, e entender que Ele me deu nova vida, tornando-me uma nova criatura por meio de Sua própria novidade de vida, é uma experiência ainda mais sublime: sem isto, ninguém ouse ficar satisfeito. Que você possa "conhecê-Lo e o poder da Sua ressurreição." Por que razão as almas ressuscitadas com Jesus vestiriam mortalhas mundanas e incrédulas? Ressuscita, pois o Senhor ressuscitou.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Dom de Línguas
Entre as promessas que o Senhor Jesus deixou, talvez seja esta a que mais tem
chamado atenção nestes últimos tempos. De fato, é uma promessa notável que merece a
nossa séria meditação, porque era uma coisa completamente nova que ainda não acontecera
nem mesmo durante o ministério do Senhor Jesus aqui na terra.
Embora não encontremos o dom de línguas no Velho Testamento, seria bom
lembrar que sempre houve línguas na terra. A Bíblia afirma que desde a criação até o tempo
da torre de Babel havia no mundo uma só língua (Gn 11.1-9). Por causa do orgulho dos
homens ímpios Deus confundiu a linguagem de toda a terra e dali os dispersou por toda a
superfície dela. Depois daquele dia, se alguém quisesse falar outra língua teria de estudá-la,
como até hoje acontece. Veja, por exemplo, como Daniel estudou a língua dos caldeus
durante três anos (Dn 1.4-6). Até hoje vemos o grande trabalho que as línguas dão aos
homens. A “Missão Internacional das Escrituras”, com sede em Londres, publica
atualmente as Escrituras em 350 línguas diferentes para uso em 150 países diferentes! Isto
representa muito trabalho, estudo e despesa.
1. AS LÍNGUAS NOS EVANGELHOS.
O dom de línguas não foi concedido antes da morte de Cristo. A placa que foi
colocada na cruz foi escrita em três línguas e serviu para que todos, judeus, gregos e
romanos soubessem, nas próprias línguas deles que Quem estava morrendo naquela cruz
era o Rei dos judeus.
É somente no fim do Evangelho de Marcos que encontramos a promessa de Cristo
— “falarão novas línguas”— e é aqui onde tem início uma nova “confusão de línguas”!
Podemos ter a certeza de que quando o Senhor Jesus Cristo fez esta promessa Ele não
queria causar confusão. Vamos, então, examinar as Escrituras sobre o assunto, pedindo a
Deus que nos dê conhecimento da Sua vontade e não confiando em nosso coração
enganoso.
Em primeiro lugar devemos notar que a promessa das línguas foi feita com
referência à pregação do Evangelho, e que não foi mencionada quando Cristo enviou os
Seus discípulos a ensinar os novos convertidos (Mt 28-18-20). Devemos notar, também,
que a outra promessa — “até à consumação do século” — constante do texto acima
mencionado, não foi feita com referência aos sinais, mas ao ensino dos discípulos.
Em segundo lugar, é importante observar com cuidado o tempo dos verbos nos
últimos dois versículos de Marcos 16. A única interpretação gramaticalmente correta do que Marcos afirma é que a promessa de Cristo sobre sinais e línguas fora cumprida antes de
ter ele escrito o seu Evangelho.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
"ENCONTRO" COM DEUS É HERESIA.
Encontro com Deus ė heresia
O encontro com Deus possui técnicas como Regressão (espiritismo), Nobre
Silêncio (Budismo), Cura Interior (Psicanalise) Quebra de Maldições ( religiões
indígenas) Musicoterapia e forte apelo emocional a traumas e necessidades
comuns aos humanos: felicidade, reconhecimento, conquistas etc... Algumas
igrejas fazem um encontro mais "light" mas ainda sim praticam ao
menos uma destas técnicas citadas que sem exceção, são heresias. Geralmente são
aderidas por igrejas com fraco posicionamento teológico e visão exponencial de
membros (crescimento por crescimento), portanto vigiemos e sejamos peritos em
identificar estas técnicas pois só causam dissensões e nanismo bíblico, a
Bíblia nunca é tratada expositivamente nestes eventos. Paz
Via Jader Michel
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
O arbítrio humano não é livre
Quem possui o livre-arbítrio faz o que quer. Ora, o homem
não faz o que quer, segundo a Carta aos Romanos 7:15 “Não faço o bem que quero,
mas pratico o mal que não quero”. Logo, o homem não é dotado de livre-arbítrio.
Além disso, aquele que é dotado de livre-arbítrio pode querer e não querer,
agir e não agir. Ora, isso não cabe ao homem, pois segundo a Carta aos Romanos
9:16 “Nem o querer cabe àquele que quer, nem a corrida àquele que corre”. Logo,
o homem não possui livre-arbítrio. Ademais, o homem que é movido por outro não
é livre. Ora, Deus move a vontade. “O coração do rei está na mão de Deus”, diz
o livro dos Provérbios 21:1, “e Deus o dirige para onde quiser”. E a Carta do
apóstolo Paulo aos Filipenses: “É Deus que opera em nós o querer e o agir”
2:13. Logo, o homem não é dotado de livre-arbítrio. Além disso, todo aquele que
é dotado de livre-arbítrio é senhor de seus atos. Ora, o homem não o é,
conforme está escrito em Jeremias 10:23 “Não está no homem o seu caminho, nem
cabe ao homem dirigir seus passos”. Logo, o homem não é dotado de
livre-arbítrio e neste contexto qualquer idéia humanista é inexistente. Como
bem pontuou Gordon Haddon Clark, quando fez a seguinte indagação: "Eu
gostaria que houvesse um arminiano honesto e impetuoso o bastante para explicar
filosoficamente como um homem pode resistir o Deus onipotente que, segundo
exegese indubitável, faz a Sua vontade no exército do céu e entre os habitantes
da terra, e ninguém pode deter Sua mão ou dizer, o que você está fazendo?"
Quando Gordon Haddon Clark faz esta indagação ele se refere a este texto:
"E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a Sua
vontade Ele opera com o exército do céu e entre moradores da terra; não há quem
possa deter a sua mão, nem lhe dizer: Que fazes?" Daniel 4:35. O Criador
não necessita de suas criaturas para agir, ele tem total autonomia! Como bem
pontuou Charles Haddon Spurgeon, quando exclamou: "Ele reinará sobre você
com ou sem o seu consentimento". Os humanistas podem fazer birra e
espernear a vontade, mas a verdade é que Deus é soberano e faz todas as coisas
segundo o conselho de sua vontade Efésios 1:11, nenhum dos seus planos pode ser
impedidos Jo 42:2, operando Deus ninguém pode impedir Isaías 43:13. Não é o
homem quem dirige os seus passos Jeremias 10:23, é Deus que dirige os passos
dos homens Provérbios 16:1, Ele inclina o coração do homem para onde Ele quer
Provérbios 21:1 pois é Deus quem opera em nós tanto o querer como o realizar,
segundo a sua vontade Filipenses 2:13.
— Vitor Bruno
Marca da besta.
Desmitificando a
teoria sobre os chips serem a marca da besta.
A Marca da Besta
“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas”. (Ap 13.16)
Os cristãos ficam pensando muitas vezes que algum dia vai acontecer algum recurso tecnológico que vai ser utilizado como marca da besta, já ouvi tanta teoria sobre isso, chip, de cartão, de num sei o que lá laser… óptico… como se em algum momento lá na frente alguma coisa fosse ser colado na nossa testa e na nossa mão, e as pessoas então que recebessem isso seriam as únicas que poderiam comprar e vender, consequentemente, recebendo, não são salvas. E aqueles então que resistem a isso, são os verdadeiros salvos. Uma interpretação extremamente ficticiosa, falaciosa. A marca da besta, está em atuação desde os tempos de João, as pessoas tem sido marcadas a muito tempo e hoje também são marcadas com a marca da besta.
Mas antes de ver a marca da besta temos que lembrar que Deus marcou os seus antes, se o dragão marca os seus, Deus também marca os seus, o capítulo 7 mesmo de Apocalipse foi dito que aqueles anjos destruidores não deviam fazer nenhum mal a terra enquanto Deus não marcasse, não selasse na fronte os seus escolhidos. Todo mundo recebe uma marca neste mundo, todos! Um recebe a marca de Deus, outros da besta. Os que recebem a marca da besta são aqueles que não tiveram seus nomes escritos no Livro da Vida. Aqueles que tiveram seus nomes escritos no Livro da Vida não receberão a marca da besta, mas precisam provar isso, através de que? SANTIDADE, SANTIDADE. Fronte e mão, representam o que? Intelecto, vontade, pensamentos… ações atitudes, feitos, realizações. Ser marcado na fronte e na mão significa dizer que tudo o que você pensa e faz, toda a sua vontade e ação, estão condicionados, escravizados aos interesses da besta, aos interesses do dragão. Significa que você é um cidadão deste mundo, um fiel servidor da besta.
Rev. Leandro Lima
A Marca da Besta
“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas”. (Ap 13.16)
Os cristãos ficam pensando muitas vezes que algum dia vai acontecer algum recurso tecnológico que vai ser utilizado como marca da besta, já ouvi tanta teoria sobre isso, chip, de cartão, de num sei o que lá laser… óptico… como se em algum momento lá na frente alguma coisa fosse ser colado na nossa testa e na nossa mão, e as pessoas então que recebessem isso seriam as únicas que poderiam comprar e vender, consequentemente, recebendo, não são salvas. E aqueles então que resistem a isso, são os verdadeiros salvos. Uma interpretação extremamente ficticiosa, falaciosa. A marca da besta, está em atuação desde os tempos de João, as pessoas tem sido marcadas a muito tempo e hoje também são marcadas com a marca da besta.
Mas antes de ver a marca da besta temos que lembrar que Deus marcou os seus antes, se o dragão marca os seus, Deus também marca os seus, o capítulo 7 mesmo de Apocalipse foi dito que aqueles anjos destruidores não deviam fazer nenhum mal a terra enquanto Deus não marcasse, não selasse na fronte os seus escolhidos. Todo mundo recebe uma marca neste mundo, todos! Um recebe a marca de Deus, outros da besta. Os que recebem a marca da besta são aqueles que não tiveram seus nomes escritos no Livro da Vida. Aqueles que tiveram seus nomes escritos no Livro da Vida não receberão a marca da besta, mas precisam provar isso, através de que? SANTIDADE, SANTIDADE. Fronte e mão, representam o que? Intelecto, vontade, pensamentos… ações atitudes, feitos, realizações. Ser marcado na fronte e na mão significa dizer que tudo o que você pensa e faz, toda a sua vontade e ação, estão condicionados, escravizados aos interesses da besta, aos interesses do dragão. Significa que você é um cidadão deste mundo, um fiel servidor da besta.
Rev. Leandro Lima
sábado, 12 de novembro de 2016
Depravação Total
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes
outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o ps
andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e
dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.
(Efésios 2:1–3)
...tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo,
nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se
extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um
sequer. (Romanos 3:9b–12)
oda religião e filosofia humana no mundo, exceto o Cristianismo
bíblico, têm sustentado que o homem é basicamente bom e
aperfeiçoável através de seus próprios esforços. O filósofo Inglês do século
dezessete John Locke (1632–1704) acreditava que o homem nascia como
uma lousa em branco (“tabula rasa”) de inocência. Jean Jacques Rousseau
(1712–1778), o filósofo francês do século dezoito, acreditava que o homem
era bom, assim iniciando a filosofia humanista que coloca o homem antes de
Deus. Ele disse, “o Homem nasce bom e a sociedade o corrompe”. O
Islamismo ensina que todos são nascidos puros (de “musselina” - tecido leve
e um pouco transparente, que serve para vestuário) e naturalmente bons até
que sejam desviados pelo ambiente. O Homem é visto como aperfeiçoável
através do ser corretamente guiado e lembrado da unidade de Alá.
Contudo, apenas através da revelação de Deus, como encontrada na
Bíblia, é que podemos entender a total depravação do homem, que mostra
ser ele totalmente incapaz de salvar a si próprio ou de fazer qualquer obra
meritoriamente boa com respeito à sua salvação. Essa é uma verdade
redescoberta na Bíblia durante a Reforma que transformou a Europa no
século dezesseis e tem impactado o mundo desde então. Infelizmente, nos
tempos modernos, os ensinamentos prejudiciais do Arminianismo têm tido
um papel predominante na maioria das igrejas protestantes, na medida em
que estas se tornam mais antropocêntricas que teocêntricas.
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