
Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele
viveremos.
Seu único propósito
em reiterar esta afirmação consiste em adicionar a declaração que vem em
seguida, ou, seja: que havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não
morre. Com isso ele deseja ensinar-nos o dever imposto aos cristãos de
perseguirem esta nova forma de vida ao longo de toda sua vida. Se têm de levar
em si a imagem de Cristo, seja por meio da mortificação da carne, seja por meio
do viver no Espírito, esta mortificação da carne deve ser concretizada de uma
vez por todas, enquanto a vida no Espírito jamais deve cessar. Isso não
acontece, como já declaramos, porque nossa carne é mortificada em nós
instantaneamente, mas porque não podemos retroceder de conduzi-la à destruição
até a morte. Se porventura voltarmos a nossas próprias imundícies, então
negamos a Cristo, pois a condição para termos comunhão com ele é tão somente
pelo caminho da novidade de vida, assim como ele mesmo vive uma vida
incorruptível.
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